A grande diferença entre o Olodum e a grande maioria dos grupos artísticos, é que mesmo sendo os shows da Banda Olodum e o carnaval do Bloco Afro Olodum dois elementos cruciais para a manutenção da instituição, não ficamos embevecidos pelos holofotes do mercado de entretenimento e da indústria cultural. Ao contrário, o Olodum desenvolve uma vigorosa ação sócio-cultural. Ou seja, usa os elementos da cultura afro como instrumento de promoção e transformação social, de modo a harmonizar o fazer cultural com a cidadania. Isso é o que muitos chamam de cultura engajada.
Esse trabalho social tem como principal expoente a escola olodum. Tem ainda, os seminários que são realizados anualmente: o “Mãe, Mulher, Maria”; o “Você Sabe a Cor de Deus?”, o Seminário de “Educação e Diversidade Étnica” e o “Cultura, Ciência e Tecnologia”. Todos eles contribuem para formar e informar intelectuais e militantes, artistas e admiradores, os mais jovens e os mais experientes. Um verdadeiro encontro de gerações a discutir respeito dos temas abordados, e a conhecer respeito da visão e posicionamento do Olodum sobre tais questões.
O FEMADUM, mesmo sendo um festival de música e artes, cumpre também o seu papel social, tanto ao dar oportunidade e a revelar a artistas da terra e a anônimos, proporciona, gratuitamente, espetáculos artísticos de qualidade com grandes nomes da música nacional e internacional. Além de tudo isso, um número significativo de moradores do Pelourinho e adjacências e de outros bairros populares da cidade, tem no Femadum, a oportunidade de melhorar suas rendas, ao venderem alimentação e bebidas durante os três dias de evento.
Quer seja por com a escola, com o bloco, com a banda, com os seminários ou as campanhas promovidas, o Olodum seduz e valoriza os afro-brasileiros e os socialmente vulneráveis.